
Propriá, Sergipe, 11 de setembro de 2010
Enquanto escrevo estas palavras, estou sentado a beira do São Francisco, olhando as pessoas ao longe. Lembro dos jogos de futebol de areia, dos dias perdidos, ou encontrados, a noite do primeiro aniversário de Aliete que presenciei, naquela praia. Que praia!? o assoreamento do rio comeu metade da faixa de areia. Vejo a ponte ao fundo, com suas bases dos pilares a mostra. Alguns barquinhos passando por mim e por baixo dela. Nostalgia é uma coisa estranha! Alguns momentos, a maioria, são insensíveis à memória, ou simplesmente desimportantes demais para ocupar certos espaços, outros causam saudade, ou tristeza. Que vontade me deu de tirar o tênis e jogar bola com os garotos no que sobrou do campo. Mas que falta de coragem, muito longe, penso para despistar-me de mim mesmo, 200 metros a frente.
Pipas, sim, ainda existiam. Bem verdade sombra daquelas fabulosas do passado, alcançando inimagináveis 50, 80 metros de altura, ou, as possivelmente fantasiosas da época do meu pai, nas quais se assava pedaços de carne ao sol e sabor dos ventos, literalmente.
Deu até vontade de voar, ou quem sabe ao menos subir em uma lancha, ir até a foz, em Brejo Grande, ou quem sabe continuar até bater na África, rs...
Engraçado como as melhores coisas da vida estão sempre no passado, por isso tenho esperança de me enxergar daqui a vinte anos e dizer:
- Que ano maravilhoso foi 2010!





















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